Damian foi caminhando devagar em direção à sala, trazendo Elisabeth com ele. Ela nem sentia que estava se movendo, afinal, estava nas nuvens. Não se importava, só sabia que precisava dele. Precisava tê-lo, senti-lo, saber que era dele e só dele novamente. Os dois se beijavam avidamente enquanto Damian ia guiando Elisabeth para fora da cozinha. Ele lhe beijava o pescoço, sussurrava coisas incompreensíveis no ouvido daquela que o fazia perder completamente a cabeça.
- Eu preciso de você, Damian... Eu preciso das tuas carícias, do teu amor de novo... Faça com que eu seja sua... Seja meu de novo.... - Elisabeth sussurrava no ouvido dele, arrepiando-o por completo.
- Eu nunca deixei e nunca deixarei de ser só teu, minha Lizzie... Meu anjo... Meu amor. - Ele sussurrou fazendo Elisabeth ter vontade de chorar por um momento. Ele olhou no fundo dos olhos da amada, soltou uma gargalhada que foi retribuída e pegou Elisabeth no colo, levando-a para o quarto.
Damian não sabia mais o que estava fazendo, agia por puro e simples impulso, ou melhor, por puro e simples prazer, sentimento, paixão... Damian desejava por aquilo, temia não ter outra chance, temia não tê-la de novo em seus braços, temia não sentir mais aquele desejo nos olhos de Elisabeth, temia simplesmente perder aquela chance.
Ambos foram guiados pelo instinto, sentiram-se livres para fazer tudo o que sempre desejaram, seus corpos desejavam-se mutuamente, as mão de Damian percorriam o corpo de Elisabeth como se aquilo fosse necessário para continuarem vivas, seus corpos se encaixavam em perfeita sintonia, seus lábios em perfeita sintonia enquanto sua línguas dançavam ao som do mais puro desejo. Damian não resistiu, cansou de simplesmente encenar, partiu pra tudo que aquilo significava de verdade, pro único momento em que tanto seus corações quanto seus corpos poderiam se completar.
Damian deslizou suam mãos até o final do vestido de Elisabeth, puxando-o levemente e lentamente para cima, ela sorriu levemente, sem interromper o beijo, e deslizou sua mão até a base do suéter de Damian, retirando-o com facilidade ao mesmo tempo que Damian retirava seu vestido, assim eles ficavam menos tempo longe um do outro.
- Estamos empatados – Damian brincou, arrancando um sorriso desejoso de Elisabeth.
- Ainda não. – Elisabeth arrancou com força o cinto de Damian, fazendo sua calça deslizar ao chão – Agora sim.
- Nossa, que voraz. – Damian riu, e puxou o cabelo da nuca de Elisabeth, Fazendo-a gemer num ixto de prazer, desejo, e tudo o mais que ela sentia naquele momento.
Damian arremesou-a na cama, caindo em cima dela com todo o cuidado pra não machucá-la, ainda vestiam as roupas de baixo. Damian decidiu brincar com isso: Beijou levemente o pescoço de Lizzie, desceu muito, mas muito devagar, arrancando gemidos entorpecidos de Lizzie, ao chegar em seus seios, puxou o fecho com os dentes, arrancando-o com facilidade (por sorte o fecho do sutiã de Elisabeth era na frente), mordiscou seus seios de leve e continuou descendo, ao chegar na beira de sua calcinha, Damian puxou-a pra baixo de leve, tirando-a de “seu caminho”, entregou-se ao seu mais puro desejo, demourou-se um pouco mais por ali, arrancando gemidos altos, quase como gritos de LIzzie. Ela não se agüentou, puxou-o pelo cabelo, beijou-o e decidiu agir, fez o mesmo que Damian, com tanto entusiasmo quanto ele. Damian, percebendo que ia sucumbir ao desejo, decidiu partir pra parte que seria a definitiva daquela noite, puxou-a, deixando-a “na altura certa” para que ele fizesse o que ia fazer, Damian segurou-a firme pela cintura, encaixando seu sexo no dela, fazendo-a gemer muito alto, prosseguindo lentamente, dando continuidade à aquilo que sempre desejara, ambos sucumbindo ao prazer, gemendo alto, sendo eles mesmos, ou melhor, sendo um só.
Damian sucumbiu ao desejo ao mesmo tempo que Elisabeth, ambos gemeram alto. Damian desfaleceu em cima de Elizabeth, ambos respirando pesado, ambos entorpecidos com aquele momento, ambos sorrindo.
- Vou ao banheiro. Já volto. – Damian disse dando um beijo na testa de Elisabeth e saindo da cama. Ela se cobriu com o edredon e virou de costas para a porta do banheiro. As coisas que estava sentindo eram ótimas. Todo o torpor que a envolvia era incrível, mas ela se lembrou de que isso acabaria. Lembrou de seus momentos conturbados com Damian, de suas discussões, de seus pontos de vista distintos, das centenas de vezes que ficaram sem se falar por besteiras. Não queria isso pra ela. Damian não merecia isso.
Sentiu o corpo de Damian se unir ao seu e voltou a se arrepiar com ele beijando seu pescoço.
- Para Damian...- Mesmo falando de um jeito manhoso, Damian viu que ela estava diferente.
- O que houve? – Ele perguntou estranhando. Elisabeth decidiu não estragar por completo aquele momento. Damian também não merecia isso.
- Nada. – Ela virou- se de frente para ele e soltou um sorriso leve. Damian sabia que tinha acontecido algo. Na mesma hora soube o que havia acontecido: sua consciência voltara. A armadura voltara. A Elisabeth fria e com o coração mudo voltara. Sentiu-se idiota de novo por pensar que ela poderia deixar de existir. – Vamos dormir? Eu preciso descansar. Você acabou comigo. – Ela soltou uma gargalhada fraca e Damian, um sorriso amarelo.
- Eu não vou dormir. – Ele disse acariciando os cabelos dela.
- Não vai? Porque não?
- Porque eu sei que isso vai virar um sonho quando eu dormir. E eu sei também, que quando eu acordar, você não vai mais estar aqui. – Ele disse assim, na lata. Elisabeth não soube o que dizer. Tinha mesmo pensado em sair enquanto ele estava dormindo. Abaixou os olhos. – Eu quero estar acordado quando você resolver ir. Quem sabe, eu não te convença a ficar? - Ele deu um selinho nela e sorriu amarelo. – Eu te amo. – Ela abriu um sorriso sincero e o abraçou.
Elisabeth abriu os olhos e já não estava mais abraçada a Damian. Ele estava dormindo. Sentiu um aperto no coração e se levantou. Viu suas roupas arrumadas em cima do sofá que ficava no quarto de Damian. Estranhou. Se vestiu, e saiu do quarto, pensando em como magoaria o coração daquele que um dia lhe fizera tão bem.
Passou pela cozinha e viu que tinham algumas coisas em cima da bancada. Uma rosa, uma caneca térmica, muffins e um bilhete.
“Eu tentei, mas não consegui ficar acordado. Você também me cansou muito. Hehe’
Eu acho que nunca vou entender seus motivos, anjo...
Nunca vou entender porque você desiste do nosso amor tão fácil.
Eu não vou tentar de prender. Não te quero comigo por obrigação. Você tem o direito de seguir sua vida sem se preocupar como eu estou ou deixo de estar.
Eu te amo.
E quem ama quer ver o outro bem.
Eu não quero ver aquele mesmo olhar triste toda vez que nós nos beijarmos. Ele me corroi.
Eu quero ver você feliz, Lizzie. Eu preciso saber que você está bem. Mesmo que não seja ao meu lado.
Eu vou odiar te ver com outro, mas se ele te fizer feliz, vai bastar.
Na caneca tem Starbucks. E os muffins? Com gotas de chocolate.
Pode comer. Não pus ‘boa noite, cinderela’ nem nada desse gênero. Não teria coragem.
Por favor, NUNCA esqueça:
EU TE AMO.
Damian”
Elisabeth sentiu as lágrimas escorrerem livres pelo seu rosto. Tomou um pouco do capuccino, comeu um muffin e pegou uma outra folha de papel, deixando um bilhete para Damian. Ainda chorando, pegou sua bolsa, seu casaco e se foi.
Damian levantou e viu a cama vazia. Ela se fora. Respirou fundo, levantou, fez sua higiene matinal e foi para a cozinha, onde encontrou um café da manhã quase intocado e um bilhete que só dizia:
‘Eu lamento muito.’
Damian sentiu as lágrimas escorrerem por seu rosto, mas não se importava. Não importava se homens não choram, não importava se ela não merecia suas lágrimas, não importava nada. Só queria poder tê-la de novo e dessa vez para sempre. Só isso que ele desejava. Seu anjo. Apenas seu anjo.
FIM
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