sábado, 26 de junho de 2010

A Noite perfeita - A história de Luke e Rachel. (Cap. 1)

Estávamos à 238 km/h, os carros passavam rapidamente pelo meu retrovisor e logo sumiam de vista. Íamos à caminho de New York, ou melhor, fugíamos pra lá. As sirenes de 8 viaturas combinadas da polícia ecoavam atrás de mim, quer dizer, de nós. Rachel dormia pesado, ela tinha apagado, literalmente. Queria saber como ela faz isso nos momentos de mais adrenalina. Ainda bem que ela só dorme comigo e dentro de um carro.
Minha Lotus Elise "recém adquirida", pra não dizer roubada, parecia feita sob medida pra mim. Minhas mãos encaixavam perfeitamente no volante, os pedais me obedeciam sem esforço e o som do motor parecia uma sinfonia de Bethoven aos meus ouvidos.
Vislumbrei a cabeça da Estátua da Liberdade por entre os prédios. Naquele momento percebi que já era hora de me livrar daqueles policiais, o que não foi muito difícil com um carro como o meu. As ruas estreitas e o tráfego intenso me ajudou a despistá-los em plena NY.
Decidi surpreender Rachel. Diminuí a velocidade procurando uma floricultura, o que era meio difícil às 22:15 da noite, achei uma aberta à caminho da Estátua da Liberdade e comprei um buquê de rosas vermelhas. Ao lado havia uma bomboniére, aproveitei e comprei bombons dos mais variados sabores. Rachel não era fã de chocolate, mas eu era.
Pilotei lentamnte o carro até uma área onde poderia parar e observar a noite. Quando parei o carro olhei para o céu e tive uma única certeza: o dia fora perfeito. Um roubo bem sucedido, um carro maravilhoso, uma noite linda e tudo isso ao lado da mulher que eu amo.
rachel me encantava, era o tipo de mulher que qualquer um: homem, crítico de moda, professor, personal trainer... qualquer um olharia e ficaria atordoado com a soma de beleza, inteligência, sensualidade, perspicácia e inocência que ela possuía. Aqueles olhos verdes me encantavam, eu mergulhava neles todas as vezes que ousava encará-los. Sua boca era sedutora, era carnuda mas ao mesmo tempo possuía traços finos, dando um ar doce e fatal ao rosto de Rachel. O cabelo batia no ombro, era um cabelo ondulado que produzia o contorno perfeito ao seu rosto. O piercing no nariz dava um ar de rebeldia, mas sem ser vulgar. Seu corpo parecia forjado nas forjas de Hefesto, afinal, chegavam mais perto da perfeição so que qualquer outra mulher. Possuía seios bem definidos, mas sem exagero. Cintura curvilínea, quadril avantajado, coxas e panturrilhas bem definidas de tantas fugas e academia. Usava roupas justas que apenas pioravam a situação pra quem quisesse resistir à ela. Enfim , ela era a mulher da minha vida.
Depois de babar uns dois minutos admirando aquele monumento tomei coragem e beijei de leve seus lábios. Rachel abriu os olhos lentamente, espreguiçando-se e dando um sorriso que faria qualquer guerra parar no mesmo instante.
- O que houve Luke? Perdi toda a ação de pilotagem, ou melhor, de fuga dessa noite, né? - Ela brincava como se isso fosse novidade.
- Não, imagina amor... - respondi. Comecei a rir assim que ela fingiu estar triste, fazendo beicinho. - Você não vale nada Rachel!
- Ah amor, valho sim.
- Decidi dar uma parada aqui pra observarmos a noite. Gostou da ideia?
- Tirando o fato de estarmos com uns 2,5 milhões na mala de um carro roubado com a polícia atrás de nós a idéia é ótima. - Rachel abriu a porta e desceu do carro, foi pro capô do carro e sentou.
 - E se eu completar a surpresa com isso, melhora a situação? - saí do carro carregando o buquê e o chocolate que estavam escondidos embaixo do banco.
- Seu idiota, assim não vale! - Ela se jogou em meus braços sem pensar e me beijou. Me senti como se estivesse voando, só voltei a sentir o chão quando ela partiu o beijo.
- Perdão pequena, não resisti.
- Ok, eu perdoo. Mas só dessa vez. - Ela pegou as flores, guardou no carro. Deitou no capô, abriu o chocolate e mandou eu deitar com ela.
Naquele momento fechei os olhos e absorvi tudo aquilo. A lua perfeita no céu, as ondas quebrando nas rochas, Rachel ao meu lado, em cima de um carro de 250 mil dólares com 2,5 milhões na mala e meu coração entregue totalmente às mãos da minha amada.
Quem dera eu soubesse que dali pra frente tudo seria muito, muito mais difícil do que essa noite.

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Apenas meu anjo - Parte final *-*

Damian foi caminhando devagar em direção à sala, trazendo Elisabeth com ele. Ela nem sentia que estava se movendo, afinal, estava nas nuvens. Não se importava, só sabia que precisava dele. Precisava tê-lo, senti-lo, saber que era dele e só dele novamente. Os dois se beijavam avidamente enquanto Damian ia guiando Elisabeth para fora da cozinha. Ele lhe beijava o pescoço, sussurrava coisas incompreensíveis no ouvido daquela que o fazia perder completamente a cabeça.

- Eu preciso de você, Damian... Eu preciso das tuas carícias, do teu amor de novo... Faça com que eu seja sua... Seja meu de novo.... - Elisabeth sussurrava no ouvido dele, arrepiando-o por completo.

- Eu nunca deixei e nunca deixarei de ser só teu, minha Lizzie... Meu anjo... Meu amor. - Ele sussurrou fazendo Elisabeth ter vontade de chorar por um momento. Ele olhou no fundo dos olhos da amada, soltou uma gargalhada que foi retribuída e pegou Elisabeth no colo, levando-a para o quarto.

Damian não sabia mais o que estava fazendo, agia por puro e simples impulso, ou melhor, por puro e simples prazer, sentimento, paixão... Damian desejava por aquilo, temia não ter outra chance, temia não tê-la de novo em seus braços, temia não sentir mais aquele desejo nos olhos de Elisabeth, temia simplesmente perder aquela chance.

Ambos foram guiados pelo instinto, sentiram-se livres para fazer tudo o que sempre desejaram, seus corpos desejavam-se mutuamente, as mão de Damian percorriam o corpo de Elisabeth como se aquilo fosse necessário para continuarem vivas, seus corpos se encaixavam em perfeita sintonia, seus lábios em perfeita sintonia enquanto sua línguas dançavam ao som do mais puro desejo. Damian não resistiu, cansou de simplesmente encenar, partiu pra tudo que aquilo significava de verdade, pro único momento em que tanto seus corações quanto seus corpos poderiam se completar.

Damian deslizou suam mãos até o final do vestido de Elisabeth, puxando-o levemente e lentamente para cima, ela sorriu levemente, sem interromper o beijo, e deslizou sua mão até a base do suéter de Damian, retirando-o com facilidade ao mesmo tempo que Damian retirava seu vestido, assim eles ficavam menos tempo longe um do outro.

- Estamos empatados – Damian brincou, arrancando um sorriso desejoso de Elisabeth.

- Ainda não. – Elisabeth arrancou com força o cinto de Damian, fazendo sua calça deslizar ao chão – Agora sim.

- Nossa, que voraz. – Damian riu, e puxou o cabelo da nuca de Elisabeth, Fazendo-a gemer num ixto de prazer, desejo, e tudo o mais que ela sentia naquele momento.

Damian arremesou-a na cama, caindo em cima dela com todo o cuidado pra não machucá-la, ainda vestiam as roupas de baixo. Damian decidiu brincar com isso: Beijou levemente o pescoço de Lizzie, desceu muito, mas muito devagar, arrancando gemidos entorpecidos de Lizzie, ao chegar em seus seios, puxou o fecho com os dentes, arrancando-o com facilidade (por sorte o fecho do sutiã de Elisabeth era na frente), mordiscou seus seios de leve e continuou descendo, ao chegar na beira de sua calcinha, Damian puxou-a pra baixo de leve, tirando-a de “seu caminho”, entregou-se ao seu mais puro desejo, demourou-se um pouco mais por ali, arrancando gemidos altos, quase como gritos de LIzzie. Ela não se agüentou, puxou-o pelo cabelo, beijou-o e decidiu agir, fez o mesmo que Damian, com tanto entusiasmo quanto ele. Damian, percebendo que ia sucumbir ao desejo, decidiu partir pra parte que seria a definitiva daquela noite, puxou-a, deixando-a “na altura certa” para que ele fizesse o que ia fazer, Damian segurou-a firme pela cintura, encaixando seu sexo no dela, fazendo-a gemer muito alto, prosseguindo lentamente, dando continuidade à aquilo que sempre desejara, ambos sucumbindo ao prazer, gemendo alto, sendo eles mesmos, ou melhor, sendo um só.

Damian sucumbiu ao desejo ao mesmo tempo que Elisabeth, ambos gemeram alto. Damian desfaleceu em cima de Elizabeth, ambos respirando pesado, ambos entorpecidos com aquele momento, ambos sorrindo.

- Vou ao banheiro. Já volto. – Damian disse dando um beijo na testa de Elisabeth e saindo da cama. Ela se cobriu com o edredon e virou de costas para a porta do banheiro. As coisas que estava sentindo eram ótimas. Todo o torpor que a envolvia era incrível, mas ela se lembrou de que isso acabaria. Lembrou de seus momentos conturbados com Damian, de suas discussões, de seus pontos de vista distintos, das centenas de vezes que ficaram sem se falar por besteiras. Não queria isso pra ela. Damian não merecia isso.

Sentiu o corpo de Damian se unir ao seu e voltou a se arrepiar com ele beijando seu pescoço.

- Para Damian...- Mesmo falando de um jeito manhoso, Damian viu que ela estava diferente.

- O que houve? – Ele perguntou estranhando. Elisabeth decidiu não estragar por completo aquele momento. Damian também não merecia isso.

- Nada. – Ela virou- se de frente para ele e soltou um sorriso leve. Damian sabia que tinha acontecido algo. Na mesma hora soube o que havia acontecido: sua consciência voltara. A armadura voltara. A Elisabeth fria e com o coração mudo voltara. Sentiu-se idiota de novo por pensar que ela poderia deixar de existir. – Vamos dormir? Eu preciso descansar. Você acabou comigo. – Ela soltou uma gargalhada fraca e Damian, um sorriso amarelo.

- Eu não vou dormir. – Ele disse acariciando os cabelos dela.

- Não vai? Porque não?

- Porque eu sei que isso vai virar um sonho quando eu dormir. E eu sei também, que quando eu acordar, você não vai mais estar aqui. – Ele disse assim, na lata. Elisabeth não soube o que dizer. Tinha mesmo pensado em sair enquanto ele estava dormindo. Abaixou os olhos. – Eu quero estar acordado quando você resolver ir. Quem sabe, eu não te convença a ficar? - Ele deu um selinho nela e sorriu amarelo. – Eu te amo. – Ela abriu um sorriso sincero e o abraçou.

Elisabeth abriu os olhos e já não estava mais abraçada a Damian. Ele estava dormindo. Sentiu um aperto no coração e se levantou. Viu suas roupas arrumadas em cima do sofá que ficava no quarto de Damian. Estranhou. Se vestiu, e saiu do quarto, pensando em como magoaria o coração daquele que um dia lhe fizera tão bem.

Passou pela cozinha e viu que tinham algumas coisas em cima da bancada. Uma rosa, uma caneca térmica, muffins e um bilhete.

Eu tentei, mas não consegui ficar acordado. Você também me cansou muito. Hehe’

Eu acho que nunca vou entender seus motivos, anjo...

Nunca vou entender porque você desiste do nosso amor tão fácil.

Eu não vou tentar de prender. Não te quero comigo por obrigação. Você tem o direito de seguir sua vida sem se preocupar como eu estou ou deixo de estar.

Eu te amo.

E quem ama quer ver o outro bem.

Eu não quero ver aquele mesmo olhar triste toda vez que nós nos beijarmos. Ele me corroi.

Eu quero ver você feliz, Lizzie. Eu preciso saber que você está bem. Mesmo que não seja ao meu lado.

Eu vou odiar te ver com outro, mas se ele te fizer feliz, vai bastar.

Na caneca tem Starbucks. E os muffins? Com gotas de chocolate.

Pode comer. Não pus ‘boa noite, cinderela’ nem nada desse gênero. Não teria coragem.

Por favor, NUNCA esqueça:

EU TE AMO.

Damian

Elisabeth sentiu as lágrimas escorrerem livres pelo seu rosto. Tomou um pouco do capuccino, comeu um muffin e pegou uma outra folha de papel, deixando um bilhete para Damian. Ainda chorando, pegou sua bolsa, seu casaco e se foi.

Damian levantou e viu a cama vazia. Ela se fora. Respirou fundo, levantou, fez sua higiene matinal e foi para a cozinha, onde encontrou um café da manhã quase intocado e um bilhete que só dizia:

‘Eu lamento muito.’

Damian sentiu as lágrimas escorrerem por seu rosto, mas não se importava. Não importava se homens não choram, não importava se ela não merecia suas lágrimas, não importava nada. Só queria poder tê-la de novo e dessa vez para sempre. Só isso que ele desejava. Seu anjo. Apenas seu anjo.

FIM

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Surpresas - 3ª parte de Anjo

"Ela não vem. Tenho que me conformar com isso. Já anoiteceu e eu estou aqui, como um idiota, esperando por ela. Não sei nem porque me iludi com o fato dela deixar o coração falar... Ela nunca fez isso, não vai começar agora. Estúpido..." Damian pensava enquanto andava lentamente pela praça. Havia marcado com Elisabeth pela tarde, mas já havia anoitecido e ela não aparecera. Nem ligara. O vento frio da noite já soprava, o que fez Damian se encolher mais dentro do sobretudo que usava. Ele chegou até seu carro, destravou o alarme, e olhou mais uma vez para a praça. "A praça... O momento mais mágico... Não foi nenhuma data importante, não houve nada que nos obrigasse a ficar lá, muito menos que nos obrigasse a sair daquela chuva fina... Eu me senti totalmente diferente de qualquer outro momento. Nem nossa primeira noite me fez sentir tantas coisas diferentes... Foi um momento em que eu me senti livre, me senti eu mesmo, me senti um homem, um menino, um deus e um rélis mortal, tudo isso ao mesmo tempo. Acima de tudo foi um momento de amor, de puro e simples amor. Naquele momento eu não queria mais nada, mais ninguém, o mundo havia parado, os pássaros, o vento, a chuva, tudo. Tudo havia parado de maneira inacreditavelmente deliciosa. E o jeito como ela sorria? Ela parecia a criança mais feliz do mundo, em uma loja de brinquedos, podendo comprar tudo o que via pela frente. Adorava quando ela agia assim... Ela.. CHEGA! Não posso mais pensar nela ! Já chega !" Damian pensou, entrou no carro, batendo a porta de maneira brusca e dando a partida em seguida.

Dirigia pelo caminho mais que conhecido, de maneira rápida, procurando chegar em casa o mais rápido possível, pra enfiar-se embaixo do chuveiro e descarregar tudo que estava sentindo. Entrou no elevador da garagem do seu prédio implorando para que o mesmo fosse o mais rápido possível. Chegou em seu andar sentindo coisas distintas: saudades, raiva, paixão, mágoa, tudo isso esperando para ser descarregado. Foi quando ele ouviu uma música fluindo de seu apartamento. Não tinha deixado seu player ligado. Lembrava de ter desligado. Ouviu ‘Flightless Bird, American Mouth’ do Iron and Wine tocando. Não se lembrava de ter essa música no seu player. E ele não tinha, mas sabia de alguém que não deixava essa música de lado. Rodou as chaves rapidamente na fechadura e quando abriu a porta sentiu aquele cheiro maravilhoso que o deixava zonzo. Ela estava ali. Não podia ser, podia? Ela não fora ao encontro na praça, por que estaria no apartamento dele?

Bateu a porta, entrando no apartamento. Ela veio da cozinha, secando as mãos. Sim, agora Damian podia confirmar. Elisabeth estava ali, no seu apartamento. Estava incrivelmente linda. Estava com uma combinação de um vestido preto tomara que caia e um scarpin que a deixava mais misteriosa, mais sensual... Damian estranhou. Ela não sairia só com esse vestido. Olhou para o cabideiro e lá estava sua inseparável jaqueta Burberry e sua bolsa, pendurados. Ainda com os mesmos gostos. Exatamente do mesmo jeito. Elisabeth fitava-o meio receosa, já pensando no que ele falaria vendo-a ali, no seu apartamento, praticamente invadindo.

- Eu ainda estava com a chave. Espero que não se importe. – Ela disse o mais suave possível, fazendo-o sacudir os ombros, ainda meio confuso.

- O que... – O timer do fogão o interrompeu.

- Deve ser o frango. - E ela se encaminhou de volta para a cozinha. Damian estava confuso. O que ela estava pensando quando foi pra casa dele? Ela estava cozinhando? Ele perdera algo? Foi em direção a cozinha e lá estava, uma mesa de jantar, toda preparada pra uma pessoa só comer. Ele DEFINITIVAMENTE perdera algo.

- Você cozinhou? – Ele perguntou ainda chocado.

- Imaginei que você deveria estar comendo quentinhas, congelados e macarrão instantâneo com muita frequência. Sabe, às vezes, só às vezes, a gente precisa de comida descente. - Ela tinha um sorriso leve no rosto, mas quando encarou o rosto de Damian confuso, ficou séria. – Desculpa. Eu não devia ter entrado no seu apartamento desse jeito. Eu... Eu... Sou uma inconveniente mesmo. – Damian a encarava. Ela estava nervosa? Será mesmo que ela tinha tirado toda a armadura e estava ali, só sendo ela mesma?

- Você... Você não apareceu.

- Lamento por isso. – Ela falou parecendo envergonhada. – Eu... Saí do trabalho tarde.

- E como você veio parar aqui?

- Eu... Eu só... Não pensei direito. – Ela disse se virando de costas para Damian. Ele estava certo. Ela estava pensando com o coração. Estava ali, só ela mesma. A Elisabeth que era rara, mas que ele adorava quando aparecia. Ele não podia deixá-la pensar. Não podia deixar que essa Elisabeth lhe escapasse.

- E o que temos pro jantar? – Damian perguntou como se fosse normal, como se fizesse a mesma pergunta todas as noites, enquanto tirava seu sobretudo e caminhava lentamente até Elisabeth, que continuava de costas, como se continuasse envergonhada. E estava. “Não pense. Por favor, não pense. Não deixe sua cabeça falar, não deixe.” Damian pensava enquanto andava até ela.

- Bom, eu fiz arroz e feijão. – Ela não reparava que ele estava vindo em sua direção. Continuava de costas, falando e completamente absorta nos próprios pensamentos de como tinha ido parar ali, sem pensar, só agindo, simplesmente. – Também fiz frango assado, algumas batatas coradas e... – A respiração de Elisabeth parou quando ela sentiu o braço de Damian ao redor de sua cintura, abraçando-a, e seus lábios frios tocando seu pescoço. Damian inalava o perfume de Elisabeth, tentando entender como ele podia ficar tão vulnerável perto dela. Foi subindo sua boca até o ouvido dela, vendo-a respirar mais pesado, vendo-a se arrepiar.

- Tudo me parece delicioso... – Ele sussurrou, mordendo o lóbulo dela em seguida. Ela se arrepiou por completo. Tentava recobrar a consciência, mas não conseguia. Não queria. Estava gostando daquilo. Mesmo assim, tentou:

- Damian, pare... Por favor... Eu não vim pra isso... – A voz dela saía falha. Seu sistema nervoso estava fora de controle. Seu corpo pedia por ele; Sua mente pedia para afastá-lo; Seu coração? Não o ouvia já faz um tempo... Não sabia mais se sabia decifrá-lo.

- Ouça seu coração, anjo... Só uma vez... Ouve se ele não está implorando por mim... Se ele não me quer por perto... Assim como o meu te quer. – Ele sussurrava virando-a de frente para ele. Damian pôs uma mão na nuca de Elisabeth, segurando firme em seus cabelos e fazendo-a fechar os olhos. – Eu preciso de você, Lizzie... E eu sei que você também precisa de mim. Não há nada tão certo quanto você e eu. Entende isso de uma vez. – Ele dizia bem próximo ao rosto dela, entorpecendo-a com seu hálito.

- Eu desisto. – Elisabeth disse como se fosse uma confissão. Era uma confissão. Damian soltou um sorrisinho de lado e uniu seus lábios aos dela, puxando seu corpo pra mais perto com uma mão e com a outra ainda segurando firme em seus cabelos. Os lábios se encaixavam de maneira única, as línguas dançavam em perfeita sincronia, sem pressa... Mais uma vez tudo estava parado.

domingo, 9 de maio de 2010

Buquê de Flores (2ª Parte de "Anjo")

Elisabeth retornava de novo serviço. Era seu 1º dia no emprego, que era "multifuncional" para ela, afinal, não só lhe dava sustento, mas também distração.
Haviam alguns dias desde que Damian haviam passado em sua casa, talvez 4, talvez 5, Elizabeth não tinha certeza, os detalhes daquele dia ainda estavam gravados em sua mente, presos em sua pele, estampados em seus olhos. Ela estava cansada, porém satisfeita. Afinal, o trabalho havia cumprido ambas as funções, sabia que era a única maneira de esquecer de Damian: se entupindo de tarefas. Havia conseguido passar o dia inteiro sem pensar em Damian. O dia.
Assim que Elisabeth bateu a cabeça no travesseiro seus sonhos foram inundados por Damian. Parecia que ele estava ao seu lado, a afagar-lhe o cabelo, a sussurrar juras de amor em seu ouvido, a abraçar seu corpo. Todas essas sensações só faziam com que o sono demorasse mais. Quando o sono veio, Elisabeth sentiu Damian mordiscando a sua orelha, da maneira que só ele fazia, aquilo era tão intenso, tão real, que ela virou-se para beijá-lo. Ao perceber que seu coração lhe pregara uma peça tentou dormir novamente, mas não conseguiu. O vazio que a dominava impedia que o sono a consumisse.
O dia seguinte começou mecanicamente. Banho, carro, caminho, Elisabeth só "acordou" na porta da agência onde era seu novo emprego. Não sabia se a sensação de vazio que tomava seu corpo era falta de um café-da-manhã ou de Damian, mas acabou chegando à conclusão de que os dois juntos não era nada legal. Aquele seria outro dia de trabalho normal.
Não, definitivamente não era um dia normal! Se fosse não haveriam Rosas brancas e amarelas, Lírios e margaridas num lindo buquê de flores.
- O que...? Hã?!
- Chegou faz uns 10 minutos, Beth. O entregador disse que era pra você, mandei ele deixar aí... Ah, você me deve 5 pratas da gorjeta. - Taylor, a japinha da mesa ao lado. Era super simpática, contudo meio bipolar. Elisabeth gostou dela, haviam se dado bem.
- Hum... brigado Taylor, depois te dou a grana.
- Relaxa amiga, eu esqueço do dinheiro se souber quem mandou. - Elisabeth riu com os olhinhos brilhantes e curiosos de Taylor - O cartão tá embaixo do buquê, me segurei pra não abrir.
Elisabeth reparou em um pequeno envelope branco embaixo do buquê, também que no buquê não haviam Rosas vermelhas, as suas preferidas, no buquê. Mas, peraí...
Aonde deveria estar o selo no envelope havia um desenho conhecido dela, ou melhor, um desenho dela. Duas asas e uma auréola, sua marca registrada no ensino médio, na época que... "Damian". Pensou logo.
Suas suspeitas se confirmaram ao abrir o envelope, a letra arredondada e bem definida em itálico era impossível. de esquecer. Era Damian, e de repente o buraco em seu estômago pareceu cicatrizar.
Elisabeth,
Sei que não deveria incomodá-la, mas não consigo parar de pensar em você desde o nosso último encontro. Queria Vê-la de novo. Vou estar na praça, na nossa praça, durante a tarde, me encontra lá? Sei que você ainda tem (ou dá um jeito de arrumar) o meu telefone, se quiser me liga. Ah, parabéns pelo novo emprego.
Beijos, Damian.

P.S.: As suas Rosas vermelhas lhe aguardam em casa.

Elisabeth sorria. Se sentia feliz por Damian também pensar nela, sentia-se completa com aquele convite, era uma sensação ótima. Mas sua razão, sua parte "não-sentimental" estava aos berros, reclamando intensamente: "De novo não! Não caia em tentação! Não se apaixone de novo!"

Continua no próximo episódio...

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Anjo.

"Era uma noite diferente. O vento soprava lentamente, como se quisesse parar; a Lua brilhava tão intensamente que se faziam desnecessárias as luzes da iluminação pública; as plantas exalavam odores intensos em nuances que tornavam a noite agradabilíssima, o tipo de noite que se torna inesquecível independente do que se faça. Damian caminhava absorvendo cada detalhe daquela noite única, se preparando para o momento que definiria o seu destino, ou pelo menos a parte romântica dele. Ele seguia sozinho o trajeto que fizera várias vezes antes acompanhado da mulher que ele sonhava todos os dias havia mais ou menos uma semana, aquela que só as lembranças já o entorpeciam, aquela cujo toque era única, que o fazia suspirar a cada toque, a cada beijo, a cada simples momento que passavam juntos. Aquela que um dia partiu, sem explicações, e que agora havia retornado à cidade sem avisar à ninguém. Ficara sabendo de sua presença por uma amigo íntimo que havia vislumbrado aquela mulher em frente à um mercado da vizinhança. Ele decidiu tomar uma providência, decidiu agir pelo seu coração, pelo impulso de tentar reconquistar aquela que um dia o fez sonhar com casamento, filhos, família... Aquela que o fez pensar num futuro de verdade, num futuro que ele alcançara sem ela, aquela que o assombrava todas as noites em sonhos entorpecentes aonde ele se via de novo ao lado dela, acariciando-a, beijando-a... Ele alcançou o portão aonde parava praticamente todas as noites há uns anos atrás para deixá-la na segurança de sua casa, quando ele sempre sentia um aperto no coração pelo simples fato de deixá-la por algumas horas, doía cada momento que ele passava longe daquela que o fazia feliz.
toc...toc...toc...
Três toques na porta, e cada segundo que se passou dali em diante parecia 2 vezes mais lento, dobrando a intensidade de cada sentimento.
A porta se abriu, revelando aqueles olhos em que ele se perdia todas as vezes que olhava, aqueles que o entorpeciam e enlouqueciam em todos os momentos, aqueles que o deixavam sem ação em certos momentos, como esse.
- Damian !? É você mesmo?
Damian não sabia o que falar, ficara pedido na doçura daquela voz...
- Sim, sou eu... Anjo.
O sorriso que apareceu a seguir no rosto de Elizabeth simplesmente acabou com ele, só agora que conseguira desvencilhar sua atenção dos lábios de Elizabeth, ou Anjo como preferia chamá-la, conseguia perceber que alguns anos longe dela só fizeram deixá-lo mais apaixonado. Ele se perdia em cada detalhe daquela mulher que estava parada à sua frente: os cabelos cacheados caindo caprichosamente no rosto, realçando os olhos castanhos penetrantes e os lábios que, embora finos, o deixavam embriagado. Reparava que a luz que emanava de alguma lâmpada atrás dela realçava a pele dela de uma maneira que a fazia parecer um ser luminoso, que enfraquecia qualquer luz ao seu redor, fazendo resplandecer a sua, que deixava todos ao seu redor presos naquela luz única que alegrava qualquer lugar aonde ela se encontrasse.
- O que lhe traz à minha humilde residência, Sr. Owen?
"Nossa, nunca ouvi meu nome ser pronunciado de maneira tão perfeita, mas também, saindo desses lábios, produzido por esse corpo..." Damian pensava em dizer aquelas palavras, mas não podia se entregar tão facilmente, 4 anos após a conclusão do ensino médio tinham que ter fortalecido a sua força de vontade. Ou pelo menos era o que Damian preferia pensar.
- O que acha? Com certeza não foi pra vender biscoitos.
Ela riu, fazendo os pelos do braço de Damian se arrepiarem com o rido que só poderia ser de um anjo mesmo, pois o fazia feliz em qualquer circunstância.
- Entre por favor.
- Com licença. - Damian adentrou a casa onde estivera apenas uma vez, e for uma tarde inesquecível.
- Então Damian, o que você veio fazer aqui à essa hora da noite...
- Só confirmar minhas suspeitas, cara Elizabeth.
- Que suspeitas?
- De que você havia voltado pra cidade.
- E porquê esse interesse todo na minha presença?
- Antes de responder à sua pergunta, vou lhe fazer uma: Há quanto tempo está na cidade?
- Umas 3 semanas, mas o que isso tem à ver com a sua visita?
- Fazem exatamente três semanas que venho sonhando com você.
- Hã?!?! como assim?
- Isso mesmo que você ouviu. E desde então não tenho deixado pensar em você, nos momentos que passamos juntos, nos momentos de felicidade, e então acabo com um rombo no estômago quando lembro do dia em que soube que a mulher que eu amava sumira do mapa, sem deixar nenhum, nenhum, vestígio, carta de despedida ou algo do gênero. Faz uns dois dias soube por um amigo meu que você tinha voltado à cidade, nesses dois dias os sonhos foram mais intensos, mais fortes, tão luxuriantes que me fizeram acordar em poças de suor, e uma mistura de raiva e saudade, revolta e paixão me forçaram a vir aqui essa noite...
Damian sentiu que havia falado demais, afinal, não era pra soltar todas as suas emoções em um único momento, mas se sentia aliviado. Sentia que o buraco que havia se formado dentro dele há 4 anos se cicatrizara naquele momento, sentia que finalmente havia se livrado do ácido que o corroía internamente a cada dia, fazendo com que cada ferida formada em seu íntimo doesse intensamente. Havia preparado o discurso desde que soubera do retorno de Elizabeth, pontuando cada detalhe da revolta que ele sentiu com sua partida, cada momento de raiva... mas seu discurso simplesmente se desmantelou ao olhar para aquela que um dia ele chamou de "meu amor".
- Hum... só isso? - O tom de voz sarcástico de Elizabeth fez Damian enlouquecer.
- Só isso?? Você some por 4 anos, deixa pra trás tudo: trabalho, escola, um namorado com um par de alianças na mão e quando volta tem a cara de pau de me dizer "só isso"?!?!?!
- Relaxa amor, pára de gritar, senta e me escuta.
A menção da palavra "amor" por Elizabeth pareceu estuporar todos os sentidos de Damian, deixando-o completamente desnorteado, tão desnorteado que acabou obedecendo o que ela acabara de falar.
- Nunca foi esclarecida a minha partida, então vou explicar agora. Surgiu uma proposta de trabalho irrecusável em um lugar incrível pra mim. Eu fui com a certeza de que poderia voltar rápido. Mas me envolvi demais com algumas coisas lá e acabei me arrependendo. Voltei pra cidade, estava me organizando e procurando a galera da nossa turma, mas não achei ninguém além de você, e não sabia se teria coragem de falar com você. Acredite, é tão difícil pra mim quanto é pra você. Não pense que foi fácil fazer o que eu fiz.
- Nunca imaginei que tivesse sido fácil anjo, mas nenhuma explicação, nenhuma carta, nenhum adeus... porquê?
- Não fui mulher o bastante pra falar com você pessoalmente, e você não merecia um simples bilhete.
Damian escutava atentamente, mas sabendo que aquilo não bastaria pra fazê-lo esquecer os 4 anos que vivera sem ela.
- Nada disso que você me disse faz real sentido, mas você sabe que vou acreditar no que está dizendo. Foram 4 anos torturantes, tentando esquecer da sua lembrança, de tudo que envolvia você, mas já era tarde, minha vida é você.
- Eu sei disso, e isso me incomoda, afinal, não sei o que eu quero, a não ser que você ainda me deixa meio sem saber o que fazer.
- Você sabe que eu faço tudo por você.
- Mas eu não sei se quero isso, não quero que você faça nada precipitado.
- Mas nada que eu faça por você pode ser errado anjo, eu te amo e é isso...
- É ISSO QUE ME TIRA O SONO TODAS AS NOITES - Elizabeth chorava, Damian chegara no ponto que ela queria evitar desde o início, o amor que existia entre eles. - Não sei se é isso que você merece, não sei se é isso que eu mereço...
- Ok. Não vou mais opinar no que você quer. Você já é uma mulher, sabe muito bem o que faz, e já é crescida o bastante pra aguentar as consequências.
Damian desistira de insistir no assunto, por enquanto. Sabia que pressioná-la era a coisa errada à se fazer. Então decidiu...
- Lembre-se apenas que eu te amo. Não são meras palavras, não é apenas um sentimento... é uma coisa que me consome por dentro, define todas as minhas ações, pensamentos, opiniões, escolhas, é um sentimento sem medidas, sem grandezas, sem noção, sem medo... é tudo que eu preciso pra viver e tudo que faz da minha vida única.
Damian a conhecia muito bem, sabia que suas palavras haviam surtido efeito, sabia que ela estava sem saber o que fazer e sabia que devia encerrar aquela noite de uma maneira que a faria realmente ser única... Aproximou-se lentamente, gradativamente e cuidadosamente de Elizabeth. Passou sua mão pela nuca dela, sabia que isso ainda devia entorpecê-la, e acertou. Segurou firmemente e sentiu aquela que era a única sensação que fazia com que ele fechasse os olhos e viajasse. Sentiu seus lábios tocando o dela fracamente, pois evitava "forçar a barra", simples medo de ser rejeitado. Havia se enganado. Ela o puxou pela nuca e forçou os lábios contra o dele, aquele beijo quebrou todas as barreiras possíveis, inclusive a do espaço-tempo, pois parecia que tudo, mundo, pessoas, tempo, som, tudo havia parado naquele momento e só existiam eles dois...
Damian se soltou das mão de Elizabeth, apesar de todos os seus orgãos e sentidos apelarem pra que isso não acontecesse. Olhou nos olhos que o enlouqueciam e conseguiu, com muito esforço, falar o que pensava...
- Espero que isso ajude em sua decisão.
Damian se levantou e saiu, deixando Elizabeth com apenas uma certeza: Ela o amava."

A continuação vai depender do que acontecer por esses dias...
[baseado em fatos reais, ou não]

terça-feira, 20 de abril de 2010

Se o Amor...

- Fosse descrito em palavras : Não haveriam palavras suficientes para descrever o seu significado.
- Fosse cantado em música : Não haveriam notas suficientes para compor sua melodia.
- Fosse pintado em quadros : Não haveriam cores suficientes para expressar sua intensidade.
- Fosse representado em escultura : Não haveria forma ou tamanho suficiente para emoldurá-lo.

Se o amor fosse para ser representado acho que não haveria palavra, música, imagem, escultura, nem nada que pudesse representá-lo, pois o amor é algo complexo demais. É algo que surge, na maioria das vezes, de uma admiração, de uma forte amizade, de um carinho especial, de várias coisas que acontecem com o tempo, ou não...
O amor pode surgir de uma simples troca de olhares, de uma palavra de carinho num momento difícil, de uma brincadeira, cara, o amor pode surgir de uma briga!
Ele vem de várias formas, e também pode existir de várias formas. Pode existir (e existem, experiência própria) o amor Paterno/Materno, amor de irmão (ã), amor de primo, Avôs/Avós, tios e tias, a tal da "amizade colorida" também é amor, sabia?? Tem o amor de amigo, que é aquela amizade fortíssima, tão forte que lá no fundo você sabe que faria tudo por aquele maluco do seu amigo. Tem o amor de namorados/noivos/casados, que é aonde empregamos com maior freqüência o termo "Amor".
Independente de "como venha" ou de "qual tipo" seja, amor é sempre amor.
Amar não é tarefa fácil (Claro que isso não é "comprovado científicamente" ou algo do gênero, é a simples opinião de um cara que se declara um "amante" assumido). Amar é entregar-se um ao outro; é confiar a sua vida na mão de outra pessoa; é saber que agora a sua vida não é mais só sua, saber que a sua escolha afeta outra (s) pessoa (s); é saber que tudo aquilo que você achava doideira pode não ser tanta doideira assim, depende só do ponto de vista; é saber completar o outro sem dominação ou submissão. É saber que existem TPM's (que pra mim não é só "pré", mas sim "pré, durante e prós") e "stress com o serviço" que nós temos que compreender, aceitar, aguentar, e acima de tudo tentar melhorar, ou não piorar. É esperar que ele repare no seu novo corte de cabelo e ele reparando ou não você continuar agindo da mesma maneira, afinal, são 23:45 da noite e ele se ferrou de trabalhar. É esperar um elogio dela, seja lá o que você tiver feito, e nem ligar se ela não falar nada. É aceitar desculpas do gênero: "Estou com dor de cabeça" ou "vou sair mais tarde do trabalho" , mesmo quando você sabe que isso não passa de uma desculpa esfarrapada, e ao invés de gritar e brigar por isso, sentar e conversar. É aguentar sogro, sogra, cunhado (a), aquele "Amigão" do seu amor que você não suporta.
O amor é um sentimento único, na verdade, o amor é um mix de sentimentos, estilo salada de frutas, onde um sabor complementa o outro e no final temos um sabor único na sobremesa. É uma mistura de carinho, amizade, paixão, companheirismo, cumplicidade, tesão (é claro, se você não se sente "atraído" pelo seu par acho que não é completo, né?!) e alguns outros sentimentos e alguns outros sentimentos, cada sentimento em uma determinada dose e quantidade, fazendo com que o amor seja único em cada caso, mas isso não muda o fato de que todo amor nos gera os mesmos sintomas: olhos brilhando ao olhar para a pessoa amada (estilo emoticon do MSN mesmo.), excesso de pensamentos sobre quem se ama, saudades agudas a cada 30 seg. longe da pessoa, necessidade extrema de contato físico com a pessoa amada, e em alguns casos (como os meus) aumento nas contas da light e da telemar por motivos que são meio óbvios, eu acho.
Dizem que amor de verdade só se sente uma vez... na minha opinião isso não passa de grande mentira! Senão como amaríamos nossos amigos e parentes de uma vez, enquanto ainda amamos nossos companheiros? Muitos vão dizer "É coisa diferente", mas me digam: Se você AMA seu irmão (ã) e também AMA o seu companheiro o que você faria por um que não faria pelo outro? Se jogar na frente de um ônibus? Virar a noite com ele se ele estiver doente? Dar um abraço num momento difícil? E pelos seus amigos, faria o mesmo?
É claro que existem as confusões entre amor de amigo, tesão, e amor "propriamente dito", pois todos são muito fortes e com características em comum (e com o perdão da redundância volto a falar que "os amores" são iguais em intensidades diferentes) podendo levar um ser humano ao equívoco. Mas esses equívocos nem sempre são ruins, depende da sua atitude ao descobrir que é um equivoco. Eu tive umas confusões dessas e hoje em dia tenho grandes e fortes amizades graças à elas.
Mas enfim, foram meras palavras de alguém que ama intensamente, afinal...
Amar é viver!