Ah, nada que preste vai sair daqui, sou um cara sem noção que seguiu um conselho de uma amiga e veio postar algumas palavras por aqui... aos que decidirem ler minhas palavras, um conselho: Leiam com o coração, esqueçam a razão por 5, 10 min. e sejam como eu, um louco apaixonado que vive com os sentimentos. Boa Leitura.
sábado, 26 de junho de 2010
A Noite perfeita - A história de Luke e Rachel. (Cap. 1)
Minha Lotus Elise "recém adquirida", pra não dizer roubada, parecia feita sob medida pra mim. Minhas mãos encaixavam perfeitamente no volante, os pedais me obedeciam sem esforço e o som do motor parecia uma sinfonia de Bethoven aos meus ouvidos.
Vislumbrei a cabeça da Estátua da Liberdade por entre os prédios. Naquele momento percebi que já era hora de me livrar daqueles policiais, o que não foi muito difícil com um carro como o meu. As ruas estreitas e o tráfego intenso me ajudou a despistá-los em plena NY.
Decidi surpreender Rachel. Diminuí a velocidade procurando uma floricultura, o que era meio difícil às 22:15 da noite, achei uma aberta à caminho da Estátua da Liberdade e comprei um buquê de rosas vermelhas. Ao lado havia uma bomboniére, aproveitei e comprei bombons dos mais variados sabores. Rachel não era fã de chocolate, mas eu era.
Pilotei lentamnte o carro até uma área onde poderia parar e observar a noite. Quando parei o carro olhei para o céu e tive uma única certeza: o dia fora perfeito. Um roubo bem sucedido, um carro maravilhoso, uma noite linda e tudo isso ao lado da mulher que eu amo.
rachel me encantava, era o tipo de mulher que qualquer um: homem, crítico de moda, professor, personal trainer... qualquer um olharia e ficaria atordoado com a soma de beleza, inteligência, sensualidade, perspicácia e inocência que ela possuía. Aqueles olhos verdes me encantavam, eu mergulhava neles todas as vezes que ousava encará-los. Sua boca era sedutora, era carnuda mas ao mesmo tempo possuía traços finos, dando um ar doce e fatal ao rosto de Rachel. O cabelo batia no ombro, era um cabelo ondulado que produzia o contorno perfeito ao seu rosto. O piercing no nariz dava um ar de rebeldia, mas sem ser vulgar. Seu corpo parecia forjado nas forjas de Hefesto, afinal, chegavam mais perto da perfeição so que qualquer outra mulher. Possuía seios bem definidos, mas sem exagero. Cintura curvilínea, quadril avantajado, coxas e panturrilhas bem definidas de tantas fugas e academia. Usava roupas justas que apenas pioravam a situação pra quem quisesse resistir à ela. Enfim , ela era a mulher da minha vida.
Depois de babar uns dois minutos admirando aquele monumento tomei coragem e beijei de leve seus lábios. Rachel abriu os olhos lentamente, espreguiçando-se e dando um sorriso que faria qualquer guerra parar no mesmo instante.
- O que houve Luke? Perdi toda a ação de pilotagem, ou melhor, de fuga dessa noite, né? - Ela brincava como se isso fosse novidade.
- Não, imagina amor... - respondi. Comecei a rir assim que ela fingiu estar triste, fazendo beicinho. - Você não vale nada Rachel!
- Ah amor, valho sim.
- Decidi dar uma parada aqui pra observarmos a noite. Gostou da ideia?
- Tirando o fato de estarmos com uns 2,5 milhões na mala de um carro roubado com a polícia atrás de nós a idéia é ótima. - Rachel abriu a porta e desceu do carro, foi pro capô do carro e sentou.
- E se eu completar a surpresa com isso, melhora a situação? - saí do carro carregando o buquê e o chocolate que estavam escondidos embaixo do banco.
- Seu idiota, assim não vale! - Ela se jogou em meus braços sem pensar e me beijou. Me senti como se estivesse voando, só voltei a sentir o chão quando ela partiu o beijo.
- Perdão pequena, não resisti.
- Ok, eu perdoo. Mas só dessa vez. - Ela pegou as flores, guardou no carro. Deitou no capô, abriu o chocolate e mandou eu deitar com ela.
Naquele momento fechei os olhos e absorvi tudo aquilo. A lua perfeita no céu, as ondas quebrando nas rochas, Rachel ao meu lado, em cima de um carro de 250 mil dólares com 2,5 milhões na mala e meu coração entregue totalmente às mãos da minha amada.
Quem dera eu soubesse que dali pra frente tudo seria muito, muito mais difícil do que essa noite.
sexta-feira, 4 de junho de 2010
Apenas meu anjo - Parte final *-*
Damian foi caminhando devagar em direção à sala, trazendo Elisabeth com ele. Ela nem sentia que estava se movendo, afinal, estava nas nuvens. Não se importava, só sabia que precisava dele. Precisava tê-lo, senti-lo, saber que era dele e só dele novamente. Os dois se beijavam avidamente enquanto Damian ia guiando Elisabeth para fora da cozinha. Ele lhe beijava o pescoço, sussurrava coisas incompreensíveis no ouvido daquela que o fazia perder completamente a cabeça.
- Eu preciso de você, Damian... Eu preciso das tuas carícias, do teu amor de novo... Faça com que eu seja sua... Seja meu de novo.... - Elisabeth sussurrava no ouvido dele, arrepiando-o por completo.
- Eu nunca deixei e nunca deixarei de ser só teu, minha Lizzie... Meu anjo... Meu amor. - Ele sussurrou fazendo Elisabeth ter vontade de chorar por um momento. Ele olhou no fundo dos olhos da amada, soltou uma gargalhada que foi retribuída e pegou Elisabeth no colo, levando-a para o quarto.
Damian não sabia mais o que estava fazendo, agia por puro e simples impulso, ou melhor, por puro e simples prazer, sentimento, paixão... Damian desejava por aquilo, temia não ter outra chance, temia não tê-la de novo em seus braços, temia não sentir mais aquele desejo nos olhos de Elisabeth, temia simplesmente perder aquela chance.
Ambos foram guiados pelo instinto, sentiram-se livres para fazer tudo o que sempre desejaram, seus corpos desejavam-se mutuamente, as mão de Damian percorriam o corpo de Elisabeth como se aquilo fosse necessário para continuarem vivas, seus corpos se encaixavam em perfeita sintonia, seus lábios em perfeita sintonia enquanto sua línguas dançavam ao som do mais puro desejo. Damian não resistiu, cansou de simplesmente encenar, partiu pra tudo que aquilo significava de verdade, pro único momento em que tanto seus corações quanto seus corpos poderiam se completar.
Damian deslizou suam mãos até o final do vestido de Elisabeth, puxando-o levemente e lentamente para cima, ela sorriu levemente, sem interromper o beijo, e deslizou sua mão até a base do suéter de Damian, retirando-o com facilidade ao mesmo tempo que Damian retirava seu vestido, assim eles ficavam menos tempo longe um do outro.
- Estamos empatados – Damian brincou, arrancando um sorriso desejoso de Elisabeth.
- Ainda não. – Elisabeth arrancou com força o cinto de Damian, fazendo sua calça deslizar ao chão – Agora sim.
- Nossa, que voraz. – Damian riu, e puxou o cabelo da nuca de Elisabeth, Fazendo-a gemer num ixto de prazer, desejo, e tudo o mais que ela sentia naquele momento.
Damian arremesou-a na cama, caindo em cima dela com todo o cuidado pra não machucá-la, ainda vestiam as roupas de baixo. Damian decidiu brincar com isso: Beijou levemente o pescoço de Lizzie, desceu muito, mas muito devagar, arrancando gemidos entorpecidos de Lizzie, ao chegar em seus seios, puxou o fecho com os dentes, arrancando-o com facilidade (por sorte o fecho do sutiã de Elisabeth era na frente), mordiscou seus seios de leve e continuou descendo, ao chegar na beira de sua calcinha, Damian puxou-a pra baixo de leve, tirando-a de “seu caminho”, entregou-se ao seu mais puro desejo, demourou-se um pouco mais por ali, arrancando gemidos altos, quase como gritos de LIzzie. Ela não se agüentou, puxou-o pelo cabelo, beijou-o e decidiu agir, fez o mesmo que Damian, com tanto entusiasmo quanto ele. Damian, percebendo que ia sucumbir ao desejo, decidiu partir pra parte que seria a definitiva daquela noite, puxou-a, deixando-a “na altura certa” para que ele fizesse o que ia fazer, Damian segurou-a firme pela cintura, encaixando seu sexo no dela, fazendo-a gemer muito alto, prosseguindo lentamente, dando continuidade à aquilo que sempre desejara, ambos sucumbindo ao prazer, gemendo alto, sendo eles mesmos, ou melhor, sendo um só.
Damian sucumbiu ao desejo ao mesmo tempo que Elisabeth, ambos gemeram alto. Damian desfaleceu em cima de Elizabeth, ambos respirando pesado, ambos entorpecidos com aquele momento, ambos sorrindo.
- Vou ao banheiro. Já volto. – Damian disse dando um beijo na testa de Elisabeth e saindo da cama. Ela se cobriu com o edredon e virou de costas para a porta do banheiro. As coisas que estava sentindo eram ótimas. Todo o torpor que a envolvia era incrível, mas ela se lembrou de que isso acabaria. Lembrou de seus momentos conturbados com Damian, de suas discussões, de seus pontos de vista distintos, das centenas de vezes que ficaram sem se falar por besteiras. Não queria isso pra ela. Damian não merecia isso.
Sentiu o corpo de Damian se unir ao seu e voltou a se arrepiar com ele beijando seu pescoço.
- Para Damian...- Mesmo falando de um jeito manhoso, Damian viu que ela estava diferente.
- O que houve? – Ele perguntou estranhando. Elisabeth decidiu não estragar por completo aquele momento. Damian também não merecia isso.
- Nada. – Ela virou- se de frente para ele e soltou um sorriso leve. Damian sabia que tinha acontecido algo. Na mesma hora soube o que havia acontecido: sua consciência voltara. A armadura voltara. A Elisabeth fria e com o coração mudo voltara. Sentiu-se idiota de novo por pensar que ela poderia deixar de existir. – Vamos dormir? Eu preciso descansar. Você acabou comigo. – Ela soltou uma gargalhada fraca e Damian, um sorriso amarelo.
- Eu não vou dormir. – Ele disse acariciando os cabelos dela.
- Não vai? Porque não?
- Porque eu sei que isso vai virar um sonho quando eu dormir. E eu sei também, que quando eu acordar, você não vai mais estar aqui. – Ele disse assim, na lata. Elisabeth não soube o que dizer. Tinha mesmo pensado em sair enquanto ele estava dormindo. Abaixou os olhos. – Eu quero estar acordado quando você resolver ir. Quem sabe, eu não te convença a ficar? - Ele deu um selinho nela e sorriu amarelo. – Eu te amo. – Ela abriu um sorriso sincero e o abraçou.
Elisabeth abriu os olhos e já não estava mais abraçada a Damian. Ele estava dormindo. Sentiu um aperto no coração e se levantou. Viu suas roupas arrumadas em cima do sofá que ficava no quarto de Damian. Estranhou. Se vestiu, e saiu do quarto, pensando em como magoaria o coração daquele que um dia lhe fizera tão bem.
Passou pela cozinha e viu que tinham algumas coisas em cima da bancada. Uma rosa, uma caneca térmica, muffins e um bilhete.
“Eu tentei, mas não consegui ficar acordado. Você também me cansou muito. Hehe’
Eu acho que nunca vou entender seus motivos, anjo...
Nunca vou entender porque você desiste do nosso amor tão fácil.
Eu não vou tentar de prender. Não te quero comigo por obrigação. Você tem o direito de seguir sua vida sem se preocupar como eu estou ou deixo de estar.
Eu te amo.
E quem ama quer ver o outro bem.
Eu não quero ver aquele mesmo olhar triste toda vez que nós nos beijarmos. Ele me corroi.
Eu quero ver você feliz, Lizzie. Eu preciso saber que você está bem. Mesmo que não seja ao meu lado.
Eu vou odiar te ver com outro, mas se ele te fizer feliz, vai bastar.
Na caneca tem Starbucks. E os muffins? Com gotas de chocolate.
Pode comer. Não pus ‘boa noite, cinderela’ nem nada desse gênero. Não teria coragem.
Por favor, NUNCA esqueça:
EU TE AMO.
Damian”
Elisabeth sentiu as lágrimas escorrerem livres pelo seu rosto. Tomou um pouco do capuccino, comeu um muffin e pegou uma outra folha de papel, deixando um bilhete para Damian. Ainda chorando, pegou sua bolsa, seu casaco e se foi.
Damian levantou e viu a cama vazia. Ela se fora. Respirou fundo, levantou, fez sua higiene matinal e foi para a cozinha, onde encontrou um café da manhã quase intocado e um bilhete que só dizia:
‘Eu lamento muito.’
Damian sentiu as lágrimas escorrerem por seu rosto, mas não se importava. Não importava se homens não choram, não importava se ela não merecia suas lágrimas, não importava nada. Só queria poder tê-la de novo e dessa vez para sempre. Só isso que ele desejava. Seu anjo. Apenas seu anjo.
FIM
quinta-feira, 3 de junho de 2010
Surpresas - 3ª parte de Anjo
"Ela não vem. Tenho que me conformar com isso. Já anoiteceu e eu estou aqui, como um idiota, esperando por ela. Não sei nem porque me iludi com o fato dela deixar o coração falar... Ela nunca fez isso, não vai começar agora. Estúpido..." Damian pensava enquanto andava lentamente pela praça. Havia marcado com Elisabeth pela tarde, mas já havia anoitecido e ela não aparecera. Nem ligara. O vento frio da noite já soprava, o que fez Damian se encolher mais dentro do sobretudo que usava. Ele chegou até seu carro, destravou o alarme, e olhou mais uma vez para a praça. "A praça... O momento mais mágico... Não foi nenhuma data importante, não houve nada que nos obrigasse a ficar lá, muito menos que nos obrigasse a sair daquela chuva fina... Eu me senti totalmente diferente de qualquer outro momento. Nem nossa primeira noite me fez sentir tantas coisas diferentes... Foi um momento em que eu me senti livre, me senti eu mesmo, me senti um homem, um menino, um deus e um rélis mortal, tudo isso ao mesmo tempo. Acima de tudo foi um momento de amor, de puro e simples amor. Naquele momento eu não queria mais nada, mais ninguém, o mundo havia parado, os pássaros, o vento, a chuva, tudo. Tudo havia parado de maneira inacreditavelmente deliciosa. E o jeito como ela sorria? Ela parecia a criança mais feliz do mundo, em uma loja de brinquedos, podendo comprar tudo o que via pela frente. Adorava quando ela agia assim... Ela.. CHEGA! Não posso mais pensar nela ! Já chega !" Damian pensou, entrou no carro, batendo a porta de maneira brusca e dando a partida em seguida.
Dirigia pelo caminho mais que conhecido, de maneira rápida, procurando chegar em casa o mais rápido possível, pra enfiar-se embaixo do chuveiro e descarregar tudo que estava sentindo. Entrou no elevador da garagem do seu prédio implorando para que o mesmo fosse o mais rápido possível. Chegou em seu andar sentindo coisas distintas: saudades, raiva, paixão, mágoa, tudo isso esperando para ser descarregado. Foi quando ele ouviu uma música fluindo de seu apartamento. Não tinha deixado seu player ligado. Lembrava de ter desligado. Ouviu ‘Flightless Bird, American Mouth’ do Iron and Wine tocando. Não se lembrava de ter essa música no seu player. E ele não tinha, mas sabia de alguém que não deixava essa música de lado. Rodou as chaves rapidamente na fechadura e quando abriu a porta sentiu aquele cheiro maravilhoso que o deixava zonzo. Ela estava ali. Não podia ser, podia? Ela não fora ao encontro na praça, por que estaria no apartamento dele?
Bateu a porta, entrando no apartamento. Ela veio da cozinha, secando as mãos. Sim, agora Damian podia confirmar. Elisabeth estava ali, no seu apartamento. Estava incrivelmente linda. Estava com uma combinação de um vestido preto tomara que caia e um scarpin que a deixava mais misteriosa, mais sensual... Damian estranhou. Ela não sairia só com esse vestido. Olhou para o cabideiro e lá estava sua inseparável jaqueta Burberry e sua bolsa, pendurados. Ainda com os mesmos gostos. Exatamente do mesmo jeito. Elisabeth fitava-o meio receosa, já pensando no que ele falaria vendo-a ali, no seu apartamento, praticamente invadindo.
- Eu ainda estava com a chave. Espero que não se importe. – Ela disse o mais suave possível, fazendo-o sacudir os ombros, ainda meio confuso.
- O que... – O timer do fogão o interrompeu.
- Deve ser o frango. - E ela se encaminhou de volta para a cozinha. Damian estava confuso. O que ela estava pensando quando foi pra casa dele? Ela estava cozinhando? Ele perdera algo? Foi em direção a cozinha e lá estava, uma mesa de jantar, toda preparada pra uma pessoa só comer. Ele DEFINITIVAMENTE perdera algo.
- Você cozinhou? – Ele perguntou ainda chocado.
- Imaginei que você deveria estar comendo quentinhas, congelados e macarrão instantâneo com muita frequência. Sabe, às vezes, só às vezes, a gente precisa de comida descente. - Ela tinha um sorriso leve no rosto, mas quando encarou o rosto de Damian confuso, ficou séria. – Desculpa. Eu não devia ter entrado no seu apartamento desse jeito. Eu... Eu... Sou uma inconveniente mesmo. – Damian a encarava. Ela estava nervosa? Será mesmo que ela tinha tirado toda a armadura e estava ali, só sendo ela mesma?
- Você... Você não apareceu.
- Lamento por isso. – Ela falou parecendo envergonhada. – Eu... Saí do trabalho tarde.
- E como você veio parar aqui?
- Eu... Eu só... Não pensei direito. – Ela disse se virando de costas para Damian. Ele estava certo. Ela estava pensando com o coração. Estava ali, só ela mesma. A Elisabeth que era rara, mas que ele adorava quando aparecia. Ele não podia deixá-la pensar. Não podia deixar que essa Elisabeth lhe escapasse.
- E o que temos pro jantar? – Damian perguntou como se fosse normal, como se fizesse a mesma pergunta todas as noites, enquanto tirava seu sobretudo e caminhava lentamente até Elisabeth, que continuava de costas, como se continuasse envergonhada. E estava. “Não pense. Por favor, não pense. Não deixe sua cabeça falar, não deixe.” Damian pensava enquanto andava até ela.
- Bom, eu fiz arroz e feijão. – Ela não reparava que ele estava vindo em sua direção. Continuava de costas, falando e completamente absorta nos próprios pensamentos de como tinha ido parar ali, sem pensar, só agindo, simplesmente. – Também fiz frango assado, algumas batatas coradas e... – A respiração de Elisabeth parou quando ela sentiu o braço de Damian ao redor de sua cintura, abraçando-a, e seus lábios frios tocando seu pescoço. Damian inalava o perfume de Elisabeth, tentando entender como ele podia ficar tão vulnerável perto dela. Foi subindo sua boca até o ouvido dela, vendo-a respirar mais pesado, vendo-a se arrepiar.
- Tudo me parece delicioso... – Ele sussurrou, mordendo o lóbulo dela em seguida. Ela se arrepiou por completo. Tentava recobrar a consciência, mas não conseguia. Não queria. Estava gostando daquilo. Mesmo assim, tentou:
- Damian, pare... Por favor... Eu não vim pra isso... – A voz dela saía falha. Seu sistema nervoso estava fora de controle. Seu corpo pedia por ele; Sua mente pedia para afastá-lo; Seu coração? Não o ouvia já faz um tempo... Não sabia mais se sabia decifrá-lo.
- Ouça seu coração, anjo... Só uma vez... Ouve se ele não está implorando por mim... Se ele não me quer por perto... Assim como o meu te quer. – Ele sussurrava virando-a de frente para ele. Damian pôs uma mão na nuca de Elisabeth, segurando firme em seus cabelos e fazendo-a fechar os olhos. – Eu preciso de você, Lizzie... E eu sei que você também precisa de mim. Não há nada tão certo quanto você e eu. Entende isso de uma vez. – Ele dizia bem próximo ao rosto dela, entorpecendo-a com seu hálito.
- Eu desisto. – Elisabeth disse como se fosse uma confissão. Era uma confissão. Damian soltou um sorrisinho de lado e uniu seus lábios aos dela, puxando seu corpo pra mais perto com uma mão e com a outra ainda segurando firme em seus cabelos. Os lábios se encaixavam de maneira única, as línguas dançavam em perfeita sincronia, sem pressa... Mais uma vez tudo estava parado.